Qual o futuro dos eventos outdoor com a pandemia?

Inevitavelmente com o avanço da pandemia no Brasil, a grande maioria dos eventos esportivos outdoor acabaram sendo adiados ou cancelados. Agora, um ano após o início do surto da covid-19 no país, uma pergunta vem à tona: qual é o futuro dos eventos outdoor? 

Para responder essa questão, o diretor técnico de projetos da ABRACEO e CEO da To Goals Sports Ventures, James Junior, explica que os eventos outdoor (como Mountain Bike, Trail Running, Ciclismo de estrada, maratona aquática, triatlo entre outros) tinham como expectativa retornar no 2º trimestre de 2021, o que acaba que não irá acontecer, devido ao aumento de casos e colapso no sistema de saúde frente a falta de leitos de UTI. 

Porém, esse não é um cenário definitivo, principalmente se tratando dos esportes outdoor, que pelo seu formato original, permitem uma maior adaptabilidade aos protocolos de segurança, já que essa modalidade de evento conta com um número significativamente menor de participantes, com média de participantes variando de acordo com a modalidade entre 100 e 350 atletas, principalmente nas longas distâncias, diferente das corridas de ruas, por exemplo, que a média é 1.500 atletas. 

Além disso, o fato de serem praticados ao ar livre, ou seja, na natureza e em ambientes bem maiores, distantes dos grandes centros, permite um maior controle do distanciamento e consequentemente aplicação dos protocolos, as largadas em algumas modalidades já são em horários diferentes (modelo rally ou pequenos grupos) sem aglomerar, outro fator é que grande maioria acontece em áreas privadas, onde a participação do ente público durante o evento é menor ou nenhuma, e isso também facilita o processo de liberação, portando há uma tendência de volta mais rápida desses eventos outdoors. 

Essas características, que já eram presentes antes da pandemia, fazem com que as adaptações aos protocolos sejam mais simples, do que uma corrida de rua, afirma James.

“Os eventos outdoor são muito mais independentes de entes públicos, ocorrendo em locais privados, permitindo que a organização atue de forma independente, e consequentemente volte antes.”. 

Entretanto, algo que ainda é motivo de preocupação, segundo James, entre os organizadores, é o fato de que muitos atletas devido a pandemia, perderam a confiança em se inscrever antecipadamente, movidos pela incerteza de que os eventos realmente irão acontecer. Em contrapartida, isso gera uma menor procura e adesão, prejudicando a projeção da quantidade de participantes, preços e condições mínimas de realizar os eventos. 

O desafio é complexo, são muitas variantes para o planejamento e tomada de decisão em fazer ou não fazer, com muitos itens que não estão na responsabilidade do organizador, mas um bom relacionamento com os atletas, criando listas de pré-inscrição, uma entrada para assegurar vagas, relacionamento direto com a prefeitura e secretárias responsáveis pela autorização entre outros, ajudam na redução desses riscos, e o outro fator de dificuldade no momento são os patrocínios, e isso faz parte e são os desafios de quem empreende neste seguimento, afirma James. 

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